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Dr. Marcos Kern – Psiquiatria em Arapongas – PR

“Vou virar outra pessoa.” “Vou ficar um zumbi, sem sentir nada.” “Será que, tomando essa medicação, eu ainda vou ser eu mesmo?” Esses medos aparecem com frequência antes de iniciar uma medicação psiquiátrica, e são bastante compreensíveis.

Afinal, estamos falando de uma medicação que age diretamente no cérebro, o órgão que sustenta quem somos. Mas a resposta para essa pergunta é mais tranquilizadora, e mais nuançada, do que o medo costuma sugerir.

Posso conversar com meu psiquiatra sobre o medo de tomar medicação?

Sim, e você deveria. Esse tipo de dúvida faz parte de uma decisão bem informada antes de iniciar qualquer medicação, não é um exagero ou uma bobagem.

O Dr. Marcos Augusto Kern, CRM-PR 45460, atua em Arapongas-PR com formação em psiquiatria. Antes de iniciar qualquer medicação, ele explica ao paciente o que esperar do tratamento, incluindo possíveis efeitos colaterais da medicação, prazos de resposta e o que fazer caso algo pareça diferente do esperado.

O Dr. Marcos possui ampla experiência em farmacologia clínica.

Se o medo de tomar medicação está te impedindo de buscar tratamento, vale trazer essa preocupação diretamente para a consulta. Entender o que a medicação realmente faz, e o que ela não faz, costuma reduzir bastante essa ansiedade inicial.

Afinal, a medicação psiquiátrica muda quem eu sou?

Não. A medicação psiquiátrica não reescreve personalidade, valores, caráter, senso de humor ou memórias. Ela atua sobre sintomas, como oscilações de humor, ansiedade excessiva, insônia ou pensamentos intrusivos.

Personalidade é um conjunto de traços relativamente estáveis, construído ao longo da vida, com base em genética, experiências e ambiente. Nenhuma medicação tem o poder de alterar essa estrutura de forma direta.

O que a medicação faz é reduzir o peso de sintomas que, muitas vezes, distorcem a forma como a pessoa se comporta e se relaciona. Quando esses sintomas diminuem com o uso correto da medicação, é comum que a pessoa volte a se parecer mais consigo mesma, e não menos.

Por que tanta gente se sente “diferente” ao tomar medicação?

Essa sensação é real, mas costuma ter uma explicação mais simples do que parece.

Quando alguém vive anos com ansiedade intensa, irritabilidade constante ou humor deprimido, esses sintomas passam a fazer parte de como a pessoa se relaciona com o mundo. Ao melhorar, com o uso da medicação correta, essa pessoa volta a ter paciência, energia e disposição que não sentia havia tempos.

Para quem está de fora, essa mudança pode parecer “uma pessoa diferente” por causa da medicação. Na prática, costuma ser o oposto: é a pessoa voltando a agir de um jeito mais parecido com quem ela era antes do transtorno se instalar, ou com quem ela poderia ter sido sem o peso dos sintomas.

O que é o “embotamento emocional” causado por algumas medicações?

Esse é um efeito colateral real de algumas medicações, e vale a pena conhecê-lo, sem confundi-lo com mudança de personalidade.

Algumas medicações, especialmente certos antidepressivos, podem reduzir a intensidade das emoções de forma mais ampla. A pessoa segue entendendo racionalmente o que sente, mas relata dificuldade em sentir alegria ou tristeza com a mesma intensidade de antes.

Esse fenômeno é diferente de “não ser mais você”. É um efeito colateral conhecido de determinadas medicações, que pode e deve ser conversado com o psiquiatra. Em muitos casos, ajustar a dose da medicação ou trocá-la resolve o problema, sem que o tratamento precise ser abandonado por completo.

Medicação psiquiátrica não altera a personalidade.
A medicação psiquiátrica, quando bem indicada, muda a vida do paciente.

A medicação psiquiátrica pode viciar?

Depende da classe da medicação, e vale diferenciar dois conceitos que costumam ser confundidos.

Algumas medicações ansiolíticas, como os benzodiazepínicos, podem gerar dependência física quando usadas por tempo prolongado sem acompanhamento adequado. Por isso, costumam ser prescritas com cautela, por tempo limitado, e com plano de retirada gradual quando necessário.

Já os antidepressivos e os estabilizadores de humor, de forma geral, não são medicações que causam dependência no sentido de “vício”. O que pode acontecer é o corpo se adaptar à presença da medicação, o que exige retirada gradual, orientada pelo médico, para evitar sintomas de descontinuação.

Nenhum desses cenários significa que a medicação “mudou quem você é” ou que você perdeu o controle sobre si mesmo. É uma questão farmacológica, que se resolve com acompanhamento adequado da medicação.

Posso parar a medicação sozinho se não gostar do efeito?

Não é recomendado interromper a medicação por conta própria, mesmo diante de um efeito colateral incômodo.

Parar a medicação de forma abrupta pode causar sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, alterações de sono e, em alguns casos, retorno rápido e intenso dos sintomas que motivaram o início da medicação. Isso vale tanto para antidepressivos quanto para outras classes de medicação psiquiátrica.

O caminho mais seguro é sempre conversar com quem prescreveu a medicação. Muitas vezes, o ajuste de dose ou a troca de medicação resolve o desconforto, sem os riscos de uma interrupção brusca.

Quando o efeito colateral é motivo para trocar de medicação?

Sempre que um efeito colateral da medicação atrapalha significativamente sua qualidade de vida, vale essa conversa com o psiquiatra, mesmo que a medicação esteja “funcionando” para o sintoma principal.

Sentir-se apagado, sem libido, com sono excessivo ou emocionalmente distante não é algo que precise ser simplesmente tolerado em nome da melhora de outro sintoma. Existem diferentes classes de medicação e diferentes opções dentro de cada classe, e encontrar a medicação mais adequada para cada pessoa costuma ser um processo de ajuste, não uma escolha única e definitiva.

Quando procurar um psiquiatra para ajustar a medicação?

Vale conversar com um psiquiatra tanto antes de iniciar uma medicação, para entender o que esperar, quanto durante o acompanhamento, caso perceba efeitos da medicação que te incomodam ou preocupam.

Você não precisa escolher entre “aguentar calado” e abandonar a medicação por conta própria. Existe espaço, dentro do acompanhamento médico, para ajustar a medicação até encontrar um equilíbrio que faça sentido para você.


Dr. Marcos Augusto Kern — CRM-PR 45460


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